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Ah o amor…

26/01/2009

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Quando pensei em escrever sobre Amor, logo veio em mente o verso de Luis de Camões: O AMOR É FOGO QUE ARDE…

Me chamou atenção um trecho do verso que diz: “(…)É FERIDA QUE DÓI E NÃO SE SENTE”… alguém que está amando ou que já amou concorda com isso??? Pode ser que sim, aqueles que analisarão a fundo o verso, mas estou falando sobre o amor, algo que nos faz sair do normal, nos faz feliz, nos faz acreditar que algo em nossa vida mudou…pra melhor claro! Mesmo com todas essas sensações boas que descrevi, sentimos dor, mas uma dor boa, aquela “dor de barriga” quando você vê seu amado ou amada se aproximando ou aquela “dor no peito” sufocante que mais parece que ele vai sair pela boca. Será que amar é complicado? Posso afirmar que é um sentimento que requer paciência, e não acontece da noite pro dia.

A escritora Helen Fisher, vai mais a fundo quando relaciona o amor à dor, em seu livro “Por que amamos” ela diz: “O fogo atravessa meu corpo — a dor de amar a ti. A dor atravessa meu corpo com as chamas de meu amor por ti. A enfermidade ronda meu corpo com meu amor por ti. Eu me dilacero por teu amor por mim. Dor e mais dor. Para onde vais com meu amor? Disseram-me que ias partir. Disseram-me que me deixarias aqui. Adeus, meu amor, adeus.”

A dor de amor não acontece somente quando ele acaba, ou melhor quando acabam com ele! Pois aquele que rompeu um relacionamento não está sentindo a mesma dor daquele que fora “dispensado”. Se é que sentem alguma coisa….

O que foi aquela loucura que Romeu e Julieta fizeram??? Era pra tanto?

Infelizmente hoje vemos nos noticiários, casos semelhantes, mas de uma forma mais cruel, desumana, irreal e para muitos, algo inexplicável. Classificamos essa atitude como algo relacionado a saúde mental do indivíduo, amor obsessivo, ciúme doentio, sentimento de posse, e tantas outras coisas. Resumindo este assunto tão triste, na minha opinião a pessoa que ama não mata. Se mata é porque tem algum problema psíquico, alguma patologia, sem descartar a possibilidade de estar num estado depressivo muito grave.

Quem um dia não se perguntou qual a diferença entre amor e paixão? Há quem diga que a paixão é dor e o amor é o alívio…bom ai entra a questão do respeito à opinião de cada um, pois o amor é um assunto muito complexo.

Para facilitar e tornar a leitura mais prática vou fazer algumas associações entre o amor e a paixão:

Paixão é euforia/ Amor é calmaria.

Paixão é rapida/ Amor é duradouro.

Paixão é súbita/ Amor é progressivo.

Paixão é agressiva/ Amor é delicado.

Paixão é vendaval/ amor é brisa.

Paixão destrói/ Amor constrói.

Paixão vinga/ Amor perdoa.

Paixão é doença/ Amor é saúde.

Paixão é dúvida/ Amor é certeza.

Paixão é loucura/ Amor é cura.

 

O amor faz a gente querer ser mais, querer aprender mais para poder trocar com quem amamos novas lições de vida. Ajuda a superar dificuldades enquanto que a paixão cria obstáculos. A paixão é totalmente egocêntrica, passional, escandalosa. O amor é cuidadoso, atencioso e cúmplice. Ele nos faz acreditar que a felicidade não está nas mãos de outra pessoa e sim nas nossas mãos. Amar é aceitar que o outro tem defeitos, que somos diferentes, mas que podemos conviver com estas diferenças, pois o que atrai duas pessoas é exatamente os opostos. Há quem acredite que é necessário viver cegamente uma paixão já que as pessoas hoje em dia não querem mais sofrer. Mas quem disse que quem ama não sofre, não chora, não erra, não sente ciúmes e não se decepciona às vezes.

Mas afinal, que sentimento é esse, incontrolável, que se apodera da nossa mente, trazendo alegria em um momento e desespero no outro?

Quando você se apaixona, seu amado(a) torna-se um ser singular, único e incrivelmente importante. Porém, antes dessa paixão se tornar amor, você poderá se sentir atraído por outras pessoas, voltando sua atenção para um e depois para o outro. Mas por fim, começa a concentrar a paixão por uma única pessoa. Neste caso, existe uma incapacidade humana de sentir paixão romântica por mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

É nessa fase da paixão que aparece o “sentimento intrusivo”, um dos principais sintomas do amor, você simplesmente não consegue tirar o amado da cabeça.

Alguns sintomas físicos aparecem nessa fase, há aqueles que se sentem envergonhados ou desastrados na presença do amado, alguns ficam pálidos, outros ruborizam, alguns tremem, outros gaguejam, outros suam, ou ficam com os joelhos frouxos, sentem-se tontos, ou têm “borboletas no estômago”. Outros relatam uma respiração acelerada. E muitos dizem sentir o coração queimar.

A perda de apetite e sono também tem uma relação direta com outra das sensações esmagadoras do amor.

As sensações que o amor transmite nos levam às alturas, mas também podem despencar. Se seu amor te inunda de atenção, se não fica um dia sem te ligar, mandar mensagens carinhosas ou quando é possível, se encontram numa tarde ou noitinha de diversões, o mundo irradia. Agora, se ele parece estar indiferente, aparece tarde ou nem aparece, deixa de responder as mensagens ou telefonemas, ou manda algum sinal negativo, com certeza você já começa a se sentir desesperado, apático e deprimido.

Tanto o amor quanto a paixão, nos leva a produzir uma variedade de mudanças de humor, algumas pessoas mais dramáticas chegam a acreditar que são Bipolares…rsrs. Cômico!

Quando não sabemos se este amor é recíproco, nos tornamos hipersensíveis a qualquer sinal emitido do nosso grande amor, observamos tudo, queremos saber o por quê de tudo.

Muitas vezes reorganizamos nossa vida para agradar nosso amor, como a mudança de estilo, de guarda-roupas, de estilo musical, fazemos de tudo para que o relacionamento se fortaleça.

Porém, devemos ter cuidado para não nos tornarmos dependente desse relacionamento, para que não tenhamos a tão terrível “ansiedade de separação” quando o outro fica longe por algum tempo.

As adversidades que começam a aparecer durante o relacionamento, só aumentarão a chama, elas permitem que a realidade seja descartada e que nos concentremos nas enormes qualidades do outro. Até as discussões ou rompimentos temporários podem ser estimulantes.

E quando tudo isso acaba?? Devemos lutar? Correr atrás?

Devemos ter esperanças após um rompimento?

SIM, devemos acreditar que esse amor possa renascer, mesmo que tenhamos ficado um tempão separados. A esperança é outra característica predominante do amor.Não há coisa pior do que viver com a dúvida de que, se você tivesse lutado por esse amor, talvez estivessem juntos hoje. Essa luta também é válida mesmo quando você luta com todas as forças e se convence que não há mais volta. Diante disso, você deve se orgulhar por ter lutado e simplesmente acreditar em você, batendo no peito e dizer: “Eu fiz o que pude, eu tentei”!

E como fica o ciúmes nessa história toda??

Em seu livro sobre as regras do amor, Capelão escreveu: “Quem não sente ciúme não é capaz de amar”. Ele chamava o ciúme de “ama-de-leite do amor” porque acreditava que ele nutria a chama romântica.

O sagaz escritor estava certo! Mas acredito que esse assunto seja para o próximo post…

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